Não vou mais ficar “zuando” o filme do Michel Hazanavicius. Desde o ano passado quando fiquei sabendo do filme The Artist, fiz várias piadinhas que a nova tendência no cinema será o PB e mudo, depois da loucura de 3D. Ontem assisti o filme, genial! Hazanavicius teve uma ideia fantástica.
George Valentin é um galã do cinema mudo, que tem como grande parceiro de atuação e de vida, seu cachorro. Um dia ele literalmente tropeça em Peppy Miller, aspirante a atriz. E desde esse tropeço as coisas na vida de Valentin começam a mudar. Principalmente, porque o cinema mudo inicia sua decadência uma vez que a fala começa a aparecer nos filmes.
A sensação é fantástica de assistir um filme mudo e PB, nas megas salas de cinemoas que hoje em dia existem. Ok, que no começo fica uma sensação esquisita, mas depois a história e tudo envolve o público. A atuação dos atores é fantástica, afinal gravar cenas de cinema mudo sem ficar parecendo mímico é complexo. A fotografia ficou fantástica, assim como a direção de arte e sonora.
Hazanavicius teve uma fantástica idéia quando revisitou o que é o princípio do cinema. Chega ser engraçado, afinal em uma sala tem filme 3D com as técnicas mais inovadoras e em outra você assiste um filme PB e mudo, com uma qualidade incrível. The Artist, merece cada prêmio que está levando, não é porque o filme está super comentado, é simplesmente porque de verdade é algo novo no cinema (apesar de ser velho), mas tem uma linguagem e um roteiro perfeito.
Momento Groupie
Uggie, o Jack Russel Terrier que faz parte do filme, tem que ir no Oscar! Como assim não convidaram este cão fantástico? Ele é super importante no filme.
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