Uma questão de interesse.

Hoje presenciamos na sociedade uma “pandemia” – já que essa palavra está na moda – de má-educação. Não falo dá educação de pedir desculpa, licença e essas cosias, mas de uma febre de aculturação, ou melhor um desvio cultural, que atinge a praticamente todos na sociedade, principalmente nos dias de hoje no qual a sociedade está cada vez mais midiatica o que leva a um excesso de informação, porém com pouca absorção, ainda que temos que notar que tipo de informação é essa transmitida.

Lendo hoje de manhã o artigo do Jorge da Cunha Lima, “A crise e a crise das televisões”, ele não se deteve apenas a falar da crise em termos econômicos, mas também na parte intelectual do assunto. Como as televisões públicas ou privadas baixam a qualidade de seu programas para obter audiência. Como os profissionais da área tem medo de arriscar na criação. Mas isso ao é uma fator ligado, somente, ao ibope e dinheiro. Sim um fator social, sem querer dar uma de Durkein, mas a sociedade está num processo de aculturação.

Cultura e conhecimento não é diretamente ligado a nível econômico, pode-se dividir a sociedade em classes A,B,C e D economicamente falando; como podemos dividir-la desta mesma forma culturalmente.

Mas vemos um fenômeno que o público quer lixo, nesse aspecto descordo do Cunha Lima que diz que a classe C e D querem lixo. Na realidade é algo que está presente em todas as classes, o público está formado por pessoas sem critico critico, ou melhor, com um outro conceito de critério critico.Talvez, pelo fato da vivencia midiatica, as pessoas buscam o “lixo” que não precisa de absorção, apenas assiste e descarta.

Numa passagem do artigo do Jorge da Cunha Lima, cita uma jornalista que faz a seguinte pergunta a Lygia Fagundes Telles: “O que é que a senhora faz, mesmo?” merece a resposta que ela deu: “Minha filha, faço crochê e, quando tenho um tempinho, escrevo”. Percebe-se que os próprio profissionais busca essa aculturação.

Não quero cair no movimento intelectualóide, querendo que todos adorem Zé Celso, Baudelaire ou discutam o existencialismo. Sempre fui a favor que a comunicação deva comunicar com qualidade e entender o entorno social para fazer isso. Creio que mudanças nas linguagens seja uma via certa, mas a questão está será que há interesse nessa mudança. Não apenas do lado dos comunicadores, mas do público.


Momento Van Filosofia
Com o lance da jornalista e de observar as pessoa, cada vez mais vejo profissionais que escolheram as carreira apenas pelo glamour/ status que pode ter. E o que acontece? Vejo pessoas que não tem interesse de ir atrás, pesquisar, viver a profissão. Dá pra perceber a partir daí o que o Cunha define como lixo, as pessoas buscam o fácil de digerir, que não tenha esforço cultural. Lêem, Escutam e Olham pela metade ou apenas 1/3 que é dado, mas fica estagnada com isso.

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2 Responses to “Uma questão de interesse.”


  1. 1 bibi.gil agosto 19, 2009 às 3:06 pm

    a classe C e D podem até querer o lixo, mas isso não exclui uma classe A que consome inveteradamente e tb procura por seus lixos (glamour, fama, revista caras). pensar e elaborar tem um preço alto que não necessariamente envolve dinheiro.

  2. 2 (o) agosto 24, 2009 às 3:14 pm

    Gosto do que tu escreve…


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