Los Abrazos Rotos/ Abraços Partidos

Uma linda mulher que é atriz e ao mesmo tempo garota de programa, um diretor de cinema que ficou cego e virou roteiristas, um milionário obsessivo que tem um filho gay que tenta ser cineasta, uma agente mãe solteira que tem um filho metido a DJ que não entende nada, mas sempre ajuda o diretor cego. Não, não é uma drama de novela mexicana, mas sim o mais novo filme de Pedro Almodóvar: “Los Abrazos Rotos” (em português Abraços Partidos).

A narrativa do filme é um vai e volta, pois acontece em dois períodos em 1994 e nos dias de hoje. O roteiro conta a história de um amor que terminou em tragédia.

Um diretor procura a protagonista para seu novo filme: “Chicas y Maletas”. Esse é o ponto de partida pra saga toda: quando Harry Cane encontra sua musa, Lena, para protagonizar o seu filme. No primeiro contato que eles tem, dá a sensação de amor a primeira vista. Bom a agente dele fica com ciúmes, claro! Gente é Almodóvar! E o marido milionário e obcecado pede pro filho gay não desgrudar e filmar todo o making of, coisa que faz insistentemente em tempo integral. Daí surgem diversos acontecimentos para a saga. O tempo passa e o milionário morre, outro ponto essencial para a história. Com a morte do milionário, o filho gay reaparece, agora com uma apelido na tentativa de não ser reconhecido. Procura o agora roteirista cego para encomendar o roteiro de um filme sobre o filho gay rejeitado por um milionário. Nem preciso falar que ele é reconhecido por todos. Bom, aí entra o jovem metido a Dj que sempre ajuda o cego. Totalmente perdido, querendo saber o porque, mas ninguém conta. Até que, Harry Cane decide contar.

É incrível como Almodóvar tem uma capacidade de criar histórias confusas que sempre tem um “vai e vem temporal”, um elemento que choca, porém é real – no caso de Abraços Partidos é a violência à mulher – e não  podemos esquecer do viés irônico.

Uma das coisas interessantes do filme, além da divina estética “almodovariana”, conhecida pelas cores contrastantes tanto no cenário como no figurino. Neste filme há um “Q” da linguagem noir, citações visuais a atrizes como Marilyn Monroe e Audrey Herpburn e citações, evidentes, ao filme “Mulheres a Beira de um Ataque de Nervos”.

Vale muito ir assistir, mesmo que este filme não tenha nenhum prêmio da crítica (ainda). Afinal sabemos que Pedro Almodóvar é queridinho de todos! Mas este merecia, pelo menos, um prêmio pelo roteiro e montagem.

Besitos Soleil!

Momento I Wanna Be

PQP! Vai ser charmosa assim lá…queria ter 1/3 do charme da Penélope Cruz – momento inveja feminina…pelo menos o sangue hispânico eu tenho!rs

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1 Response to “Los Abrazos Rotos/ Abraços Partidos”


  1. 1 João Romova janeiro 3, 2010 às 1:11 am

    Assisti hoje o filme de Almodovar. Não com seus personagens femininos no centro, não desta vez. Um mundo masculino, uma metalinguagem fantástica, um final que se desfaz como final.

    Ainda estou esperando para saber as marcas do filme em mim.


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