No Pasó Nada (Não Foi Nada)

Durante os anos 70 muitas famílias chilenas tiveram que sair do Chile por razões políticas, com isso tornaram-se exilados em diferentes cantos do mundo. Em No Pasó Nada, Antonio Skármeta conta uma histórico que muitas pessoas que foram criadas entre duas culturas irão se identificar.

Lucho é uma adolescente de 14 anos, que junto com sua família se exilaram na Alemanha, país que ele acredita que ninguém escolhe para morar. Junto com sua família, Lucho passa pelo difícil processo de interagir com uma nova cultura, consequentemente com um novo idioma que não tem a menor relação com o espanhol; dificuldade econômicas e com a saudade do seu país, Chile, sem contar com as triste notícias que chegavam contando os amigos presos e/ou mortos na ditadura de Pinochet.

Claro, que nem tudo é ruim. Lucho fica amigo de Homero e Socrates que o ensinam falar alemão. Arranja uma namorada Sophie, que não dura muito tempo esse namoro porque Lucho tem uma capacidade incrível de se meter em confusão.

Como todos os filhos de exilados, principalmente chilenos, Lucho cresce protestando contra o golpe, já que durante todo o regime militar os chilenos que estavam fora se reuniam para fazer manifestações todos os 11 de setembro (o golpe foi 11/09/1973). Isso sem contar as histórias que todo filho de exilado tem que escutar como a supervalorizaç˜åo da pátria distante, frases como: Porque no Chile não tem lixo, porque lá as pessoas são educadas, não como aqui. O romance platônico com a cidade natal na qual os pais sempre desenterravam a padaria que tinha um pão divino, o tio do jornal que sabia de tudo, a lanchonete que tinha um espetacular sanduiche. E pra completar as festa, nas quais todos eram parentes, isso porque todos os chilenos que moravam na Alemanha se chamavam de compadre, todos os filhos eram primos e os adultos tios; e como todas as festas sempre acabavam com uma briga, já que todos bebiam além da conta.

No Pasó Nada, é uma história que pode ser verídica para diferentes pessoas, não necessariamente chilenas, apenas o nome do personagem principal muda. Skármeta com sua deliciosa narrativa conta essa história do jovem Lucho na Alemanha misturando um cenário político com toda a bagunça que é ser adolescente.

Momento Eu-Lírico
Sim, em alguns momentos que escrevi este texto, pensei estar escrevendo sobre mim. Afinal é só mudar o nome do personagem principal para Soledad e o lugar para São Paulo. Todos os filhos de chilenos que como eu, cresceram fora do Chile, com certeza se identificam com as histórias! Principalmente em ficar escutando da padaria tal, que quando você vai pro Chile ela já nem existe mais, afinal o tempo pasa. rs

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