(Leonardo Sakamoto) Viva la neo-revolución!

Uma pedra no sapato para muitos, Leonardo Sakamoto, um paulistano típico, incomoda muita gente poderosa, mas não desiste de lutar contra as injustiças sociais e o descaso ambiental.

Esqueça a boina, o uniforme típico revolucionário. Afinal, a maneira de se fazer uma revolução no mundo contemporâneo mudou muito. Uma das ferramentas mais fortes é a comunicação. Com essa arma, informação e denúncia, é que se “veste” este revolucionário. Leonardo Sakamoto, 34 anos, jornalista e presidente/fundador da ONG Repórter Brasil, é um meio japonês/ meio italiano com uma pitada grega, ou seja, um típico paulistano com uma inquietude de falar e investigar as injustiças sociais e os danos ambientais. Em entrevista coletiva dada em 28 de abril na Faculdade Cásper Líbero, Sakamoto contou que já viajou todo o Brasil atrás das informações tanto ambientais como de mão de obra escrava e disse que em apenas três localizações ainda não há registro de exploração do trabalhador: Amapá, Sergipe e Distrito Federal.

Na frente da Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto ficou conhecido pela luta que trava diariamente contra fazendeiros picaretas, empresas ou indústrias que desrespeitam as condições dignas de trabalho, em outras palavras, escravizam seus trabalhadores. Mas não pára por aí. Sakamato, junto à equipe da ONG, também corre atrás dos impactos ambientais, desde soja transgênica até ao caso de BeloMonte.

“A exploração do trabalho não é exclusividade de um setor da economia, assim como o ambiental também não”, disse Sakamoto quando questionado em que setor da economia há maior número de denúncia de trabalho escravo. Ele explicou que em toda a cadeia produtiva há problemas com as condições de trabalho, porém no setor de produção extrativista é mais notória a existência desse tipo de trabalho, o que não elimina a existência em outros setores, como o caso das confecções localizadas em São Paulo na região do Brás, que utilizam mão de obra escrava dos bolivianos, e há pouco venho a público que tais confecções são fornecedores da rede de lojas Marisa.

A ideia da Repórter Brasil e do Sakamoto é essa, além de denunciar e correr atrás dessas empresas, mostrar qual a origem do produto que todos consumimos.

O consumo, na opinião de Sakamoto, também é um vilão tanto para o trabalho escravo como para a sustentabilidade. Ele explica a relação do consumo como vilão na questão ambiental, através do uso de automóveis, consequentemente o de combustível.  Por mais que milhares de cidadãos utilizem adesivos de ONGs ecológicas ou as famosas ecobags, nada adianta se ele tem um carro que consome e solta uma quantidade absurda de gases poluentes no ar. A sustentabilidade está além de economizar água ou não usar sacolas plásticas. Questões ambientais como a de Belomonte, que terá um impacto social e ambiental, acabam por não ter a mesma visibilidade na maioria da sociedade, devido aos indivíduos estarem presos à um pensamento consumistas e não enxergarem as dimensões da situação, ele explicou.

Sakamoto acredita que toda a mudança que ocorre na sociedade acaba por interferir tanto na questão do trabalho como do ambiente, que a mudança de valor do ser é violenta. Ele afirma: “O ser humano deixou de ser medido pelo que ele é, passou a ser medido pelo que tem”. Com essa afirmação, percebe-se que o incentivo ao consumo, logo a degradação ambiental e a exploração humana, é intrínseco à dinâmica social. Dinâmica, que para Sakamoto, vai entrar em colapso, pois um surto ambiental é inerente e boa parte da sociedade não irá suportar tal surto, além de que um surto social de fato irá acompanhar o ambiental.

Momento Jornalista
Escrevi isso pra uma matéria da pós da Cásper, Depois de uma coletiva massa com o Sakamoto.

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