O Oitavo Dia (Le Huitième Jour, 1996)

Esse é um filme que assisti quando eu tinha uns 16 anos. Que ontem decidi assistir pela segunda vez, já que uma amiga alugou e me emprestou. É incrível como a percepção muda, mas ele continua sendo um filme incrível.

Harry é um executivo que está na clássica situação de todo homem que chega no chamado “sucesso”: estressado, depressivo e em processo de divorcio. Para lidar com as frustrações criou uma rotina de trabalhar os 7 dias da semana, o que na verdade só ajuda a piorar a situação.

Georges um menino que mora num lar para portadores de deficiência mental, afinal ele tem síndrome de down. Em um final de semana que todos vão para casa, ele é o único que fica, mesmo tendo arrumado a mala, na espera que sua mãe o fosse a buscar. Então, Georges decide seguir a seta e ir atrás de seu caminho até sua mãe.

Cansado e com a sensação de perdido na vida, Harry pega o carro e dirige sem “destino”, até o momento que atropela um cachorro que acompanhava Georges em sua caminhada. Fato que une os dois personagens. Através de Georges, Harry começa a ter percepção do que está fazendo de sua vida, de que nem consegue dar carinho para suas próprias filhas, começa a ver a vida de outra forma. Enquanto Georges procura junto a Harry o caminho até sua mãe, só que no meio do caminho tem que aprender a lidar com emoções, amor. Só que o mais difícil tanto para Harry como para Georges é lidar com a sociedade e o medo do diferente.

O filme possui pequenos clichês necessários para o desenvolvimento da história, mas o roteiro é trabalho de forma leve, que tais clichês não incomodam. Pascal Duquennes, o ator que é portador de down, trabalha maravilhosamente bem. E claro que Daniel Auteuil desenvolve perfeitamente o personagem. Os dois atores ganharam o prêmio de melhor atores em Cannes 1996, sendo que Pascal foi o primeiro portador de down a receber o prêmio. O final deixa na dúvida do que aconteceu com Harry.

Momento Real
É fato que todo mundo tem medo do diferente. E nano digo diferente tipo povo cool que quer usar roupinhas descoladas e ficar fazendo pose de pseudo Cult e intelectual da Augusta. O medo do diferente é a reação que as pessoas tem em relação a alguém que tem uma diferença, seja down ou falta de um membro, ou até mesmo timidez. Por mais que digamos que não temos, na hora do contato é visível. (dei aula para crianças “especiais” e percebia isso.)

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